Sonhos
Como pode uma pessoa estar feliz e triste ao mesmo tempo? Eu sou essa pessoa. Não consigo me desvencilhar dessas amarrar de não ser perfeita. Aliás, de estar linge disso. Deus sabe o que faz e eu não sei o que digo nem o que penso. MAs sou refén dos neus pensamentos, dasminhas caras. Muitas vezes caio em mim e me preocupo: "Que cara estou fazendo?". Ou pior: "Que cara eu fiz?". E aí, já era.
Até a curva do meu sorriso me denuncia.
É triste porque hoje não me sinto, não sou, capaz de controlar isso. Apenas sinto. Se fosse um verbo, seria sentir. Se um elemento, seria o vento. Eu sou intensa e odeio me privar dessa intensidade. Isso me desvanece, acaba com a minha alma, jeito, essência.
Mas em sendo assim, não chego também a lugar algum. A não ser que fosse cnatora, atriz, já que esse tal lado artístico brota tão forte no meu sangue. Se eu fosse só isso, livre para ser, sentir e criar, quem sabe?
Eu verdadeiramente me sinto um pássaro preso na gaiola não seguindo minha alma de artista. Toda a forma de expressão me enleva de tal forma, que me sinto fora do corpo. E não estou falando de fama, não. Mas sim, de ser artista mesmo... e continuar vivendo nesse mundo inevitavelmente capitalista.
Por que algo tão bom não pode ser real?
Por que não posso viver de cantar, de atuar, de escrever?
Era isso que queria para a minha vida, mas por equanto não encontro caminhos.
Os meus sonhos são gigantes.
Uma vez alguém me disse que eu ainda iria falar a muitas e muitas e muitas pessoas, levando coisas boas e também a palavra de Deus. Quem me disse isso descrevia uma premonição, e não um desejo, já que nunca nem me conheceu.
Isso me assustou suficientemente para que eu não tivesse coragem de voltar a procurar a tal pessoa. E não era vidente, nada disso. Era uma pessoa de Cristo, do bem.
Mas quem sou eu para contestar Seus desígnios?
Eu sigo sonhando, e esperando...
Quem sabe? Só ele...
Segue um poema que criei no dia 01/24/08, para este mesmo tema. Até a próxima.
Errada
Venha, me ensine, me tome Sabedoria.
Quero aprender a ser assim, Tão simples na simplicidade Tão complexa na composição.
Você Que não está no livros Nem nas cantigas de roda Nem nas palmadas de infância
E que está escondida nas rugas do meu rosto nos sulcos da minha mão, na dor da minha coluna nos calos dos meus pés.
Quantos anos mais Terei eu que viver Para devcifrar você?
Todos os ano um a um Pouco a pouco Até não sobrar mais Motivo para estar aqui.
Escrito por Clari às 23h41
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